Como diz a minha amiga Ana, historiadora, a História é um ciclo vicioso, e segundo a mesma, a crise dos anos 30 ou uma terceira Guerra Mundial pode fazer parte do baralho de cartas do destino da (nossa) História: e foi isto que se passou há momentos no Portugal-Alemanha. Portugal sempre em grande - nas estatísticas, na posse de bola, nos remates, na beleza do jogo. E a Alemanha sempre igual: azeda na beleza do jogo, mas certeira - e na bola o que interessa é que sejamos certeiros. Doí mas é a verdade, e se não fosse verdade, não doía!
É o nosso fado, é o nosso papel no globo: estar a marinar no quase, mas nunca lá chegar, por uma razão simples: somos um povo do fado. Chegar seria vitória e festejo, e nós somos um povo de lágrimas, fiel ao saudosismo. Chegar não é connosco. Nós é mais conquistar, na certeza, porém...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
Thursday, 19 June 2008
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
3 comments:
Perfeito Joana...
Cátia
Perfeito e actual....
de alguém que te admira
nao te esquecas de ir dando noticias... :D
faz boa viagem!!:D
Post a Comment