Friday, 13 June 2008

diários [do que me dizem em sussuro as imagens]


Gosto de ti. Tudo o que quero é poder dizer-te que te gosto. Apenas. Sem conjugações de verbos, sem metáforas, sem pontuações. Quero apenas escrever, dizer, -te, que te gosto. Gosto muito de ti.
Hoje o meu desejo é sonhar-te. Entrar a dentro pelo teu coração para te conhecer, para te saber. Quero que entres com vontade no meu.


[Muitos dos meus amigos me têm dito que não conseguem comentar os meus textos, por serem isto mesmo: o que chamo de indisposições literárias - esta palavra será demais, chamemos-lhe, frásicas. Não sei se vos acontece: imagens que gemem. Deficiência minha, pela certa! Andar pela rua e se uns clicam na máquina, a mim, uma certa imagem, pára à minha frente, e geme. Diz-me estórias sorrateiras. Conta-me aventuras. Outras vezes, as palavras vêm ao meu encontro, acomodando-se na berma do ouvido "a fazer barulho". Relevem estas indisposições, que são apenas isso. Não têm verdade, nem mentira. É a minha cusquice pelo mundo invisível]

2 comments:

Anonymous said...

Apraz-me dizer...que também gosto muito de ti...e estou ansiosa que voltes...
Nem sempre é fácil comentar os teus textos pq eles são parte de ti...uma continuação da tua pessoa. Não são coiss banais e sem interesse mas coisas que acabam sempre por mexer connosco...
Continua assim minha querida...gosto de "te ler"...

Beijos bons e até ao teu desejado regresso...

Cátia

Deda said...

Pois, há uns felizes com o teu regresso e outros tristes com a tua partida. A sorte é que eu não sou uma amiga possessiva :-)